Jovens de 18 e 21 anos estão entre as cinco vítimas de Marinésio dos Santos Olinto:

“Graças a Deus, estamos vivas”
Três mulheres foram até a Polícia Civil para denunciar Marinésio dos Santos Olinto, 41 anos, acusado de matar Letícia Sousa Curado, 26, e Genir Pereira de Sousa, 47.

Entre elas, duas irmãs, que foram atacadas pelo serial killer no sábado (24/08/2019), na Rodoviária de Planaltina, em menos de 24 horas após o assassinato da advogada e funcionária do Ministério do MEC.

Elas contaram que saíam de uma festa na madrugada quando o homem ofereceu uma carona.

Elas resolveram aceitar. As jovens, de 18 e 21 anos, disseram que começaram a estranhar no momento em que Marinésio passou a fazer trajeto diferente da casa delas, no Bairro Estância II, e foi em direção ao Vale do Amanhecer, onde ele mora.

Além disso, as assediou.
Assim que entraram no carro, Marinésio já avançou em uma delas, alisando a perna da que estava sentada na frente.

No mesmo momento, ela recusou o toque e disse que é casada, que era para o homem parar. Ele rebateu respondendo: ‘Não dá nada, não’”, contou a delegada-chefe da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), Jane Klebia.

Uma das irmãs* chegou a pegar uma panela que estava no banco de trás e ameaçou quebrar o carro. “Ele encostou e elas desceram correndo”, acrescentou a delegada.

O outro caso foi de uma jovem de 23 anos, abordada na Rodoviária de Planaltina. Com isso, são pelo menos cinco vítimas do maníaco que agia sempre da mesma forma.

Oferecia carona ou se passava por loteiro, para atacar suas vítimas.

A jovem de 23 anos também foi à delegacia e disse que foi atacada no dia 11 de agosto deste ano.

Ela esperava o transporte quando Marinésio, que ela não conhecia, parou a sua GM Blazer prata. Ele também ofereceu carona.

A mulher entrou em pânico quando o homem começou a seguir para o Morro da Capelinha e não obedeceu ao pedido para que parasse. “Agora você vai comigo para lá”, teria dito o homem, segundo depoimento da jovem.

A mulher começou a gritar, dizendo que iria pular do carro. Marinésio teria deixado ela descer neste momento.

A vítima conta ainda que não fez registro de ocorrência na ocasião por conta do temor da repercussão do caso.

Após o caso de Letícia vir à tona, reconheceu o acusado e procurou a 31ª DP (Planaltina).

O Metrópoles localizou as duas irmãs na manhã desta terça-feira (27/08/2019). “Como estava tarde e não tinha transporte, resolvemos aceitar a carona dele.

Estávamos cansadas, voltando de um show, e vimos a oportunidade de chegar logo em casa. Entramos e falamos para onde iríamos, quando percebemos que ele mudou o percusso em direção à Rajadinha.

Neste momento, me forçou a pegar nas partes íntimas dele e eu disse que não queria, porque era casada”, comentou a irmã mais velha.
Foi quando a jovem de 18 anos encontrou uma panela de ferro no banco traseiro da Blazer e disse a Marinésio que quebraria

o vidro caso ele não parasse o veículo. “Ele parou e descemos desesperadas. Um outro motorista viu a movimentação e nos trouxe até a porta de casa”, relatou a mais nova.

No domingo (25/08/2019), as meninas viram a imagem do homem nas redes sociais e o reconheceram. “Hoje, agradecemos a Deus por não ter ocorrido o mesmo que aconteceu com Letícia com nós duas.

Foi uma sorte. Depois da abordagem, vimos que ele estava com uma cara de ser um homem muito ruim. Graças a Deus, estamos vivas”, ressaltou.

A mãe das jovens também se mostrou aliviada. “Eu senti uma coisa muito ruim no peito naquela manhã. Coração de mãe não se engana.

Estava aflita naquele momento. Penso nisso todos os dias. Hoje podia ser eu chorando a morte das minhas filhas também. Prestamos os nossos sentimentos à família da Letícia”, ressaltou.

Via- Metrópoles

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