A vítima era um rapaz de 20 anos. Ele foi encontrado com marcas de tiros em um beco e não havia identidade do rapaz nem testemunhas no local.

A 5ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa prendeu dois policiais do 20º Batalhão de Polícia Militar, pela execução de um jovem de 20 anos em Porto Alegre (RS).

A detenção dos agentes aconteceu na última terça-feira (04/02/2020) e vinha sendo tratada com reserva pelas autoridades.

As informações foram confirmadas nesta segunda-feira (10/02/2020) pelo portal GaúchaZH.

O corpo com marca de tiros foi localizado no beco Souza Costa, no bairro Jardim Carvalho, na zona leste de Porto Alegre (RS).

Não havia identidade da vítima nem testemunhas no local. Um dia após a descoberta do corpo, uma ocorrência de desaparecimento foi registrada pela mãe de um rapaz de 20 anos
Às autoridades, a familiar relatou que vizinhos viram que o filho estava na rua, na manhã de 26 de janeiro, quando foi levado por policiais militares do 20º Batalhão em uma viatura.

O rapaz ainda teria dito aos presentes:
“Avisa a minha mãe que a Brigada me pegou”. Desde então, o jovem nunca mais foi visto

A mãe da vítima chegou a ir ao batalhão cobrar uma resposta, mas não existia nenhum registro de que seu filho tivesse sido conduzido em uma viatura.

O procedimento habitual da Brigada Militar é registrar um boletim de atendimento citando a abordagem a uma pessoa e sua identificação.

Também não havia documentos sobre o fato em delegacias.
O Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmou que o corpo encontrado no beco era do mesmo rapaz cuja familiar contava ter sumido após a abordagem da BM.

“A partir daí, começou-se a investigar com a informação de que ele teria sido visto por último sendo pego por uma viatura da Brigada Militar. Provas começaram a surgir que conectaram os policiais ao fato”, afirmou o delegado Luís Antônio Firmino, responsável pela apuração.

A Polícia Civil não detalhou quais provas levaram até a prisão dos policiais, tendo em vista que a investigação ainda está em andamento.

A prisão temporária por homicídio doloso, autorizada pelo Judiciário após solicitação policial, tem duração de 30 dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo prazo.

Outro lado
O tenente-coronel Fernando Gralha Nunes, comandante do 20º Batalhão, disse que a unidade auxiliou a polícia na prisão após ser procurada.

Também informou que os dois policiais foram afastados das funções de policiamento ostensivo, em caso de a prisão eventualmente ser revogada pela Justiça.

De acordo com o oficial, os policiais já respondiam a investigações internas por lesão corporal durante abordagens. No entanto, alega que a situação é incomum no 20º Batalhão.

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