Informações são do jornal Diario de Pernambuco; autoridades ainda estudam possibilidade de a água ter chegado a Santana do Ipanema.

A Barragem Zumbi, no município de Arcoverde, agreste pernambucano, rompeu na madrugada desta segunda-feira (30).

Segundo o periódico local Diario de Pernambuco, a água desta barragem atingiu o município alagoano de Santana do Ipanema e é parcialmente responsável pelas enchentes no local.

Segundo a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), as informações sobre o incidente ainda são preliminares.

A barragem seria particular, de responsabilidade do dono da propriedade em que está instalada, e de pequeno a médio porte.

O coordenador da Defesa Civil de Alagoas, Moises Henrique, disse estar ciente do rompimento da barragem pernambucana pela imprensa local, mas não confirmou a possibilidade de a água ter chegado na região.

Entre Santana do Ipanema e Arcoverde existe uma distância de aproximadamente 131km.

O município alagoano vem enfrentando enchentes constantes desde o fim da semana passada, com um forte volume de chuvas gerando alertas por todo o estado.

Contribuição pequena

O tenente-coronel Leonardo Rodrigues, coordenador de engenharia da Codecipe, disse que a contribuição da barragem para os alagamentos em Alagoas foram pequenos, mas significativos.

“Os municípios pernambucanos que fazem parte da Bacia de Ipanema estão em uma região mais alta que os alagoanos, todo o impacto das chuvas e enchentes de Pernambuco desaguam por aí”, explicou.

Segundo Leonardo, as chuvas que o agreste alagoano vem enfrentando estão em Pernambuco faz um tempo.

“Estamos com chuvas de 90 a 100 milímetros faz oito a nove dias aqui na região [pernambucana da Bacia]”, conta. Em Alagoas, as chuvas estão atingindo com maior intensidade o agreste desde sábado (28).

Ele explica que o acumulado nos rios e barragens de Pernambuco devido às chuvas da região desceram bacia abaixo até atingir o agreste alagoano. Os que mais sofrem com os aumentos sempre são os municípios banhados pelo Rio Ipanema, onde toda a bacia deságua.

Esses fatores juntos, conta, teriam gerado uma espécie de “bomba relógio”, complementada pelo rompimento da barragem de Zumbi e as chuvas na própria região alagoana, que culminaram na catástrofe que desabriga famílias em Santana do Ipanema.

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