A Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência de Polícia Civil da Capital – SPCC (4º DP do Vinhais e Delegacia de Defraudações), deu início à “OPERAÇÃO RAMSÉS” na manhã de hoje (10.07.20).

A qual culminou com o cumprimento de 03 Mandados de Busca e Apreensão Domiciliar.

O objetivo da ação policial é robustecer o acervo probatório do Inquérito Policial que tramita no 4° DP sobre possível esquema de fraude financeira.

Foram alvos 02 apartamentos localizados na Península e que pertencem ao investigado, além de uma residência onde teria funcionado a sede de uma empresa também investigada.

A polícia civil investiga um vultoso esquema com indícios de crime contra a economia popular, lavagem de dinheiro e estelionato.

O inquérito tramita em sigilo e a polícia civil estuda a adoção de outras medidas com objetivo de esclarecer os fatos e encaminhar os autos ao poder judiciário.


A operação policial contou com a participação de policiais do 4º DP (Vinhais), 9º DP (São Francisco), 12º DP (Maracanã), Delegacia de Defraudações e Seccional SUL e apreendeu documentos, ipads, CPUS e notebooks.

O esquema
Segundo a Polícia Civil, investidores eram atraídos pela promessa de lucros de até 15% ao mês sobre o aporte financeiro enviado para a empresa AMJ, que acabou fechando e deixando todos no prejuízo.

“Não é possível dar com exatidão o número de vítimas porque são muitas. Na proporção que as notícias são veiculadas, mais vítimas procuram a polícia. Mas posso dizer que são dezenas”, afirmou ao G1 o superintendente de Polícia Civil da capital, Carlos Alessandro.

O esquema também possui indícios de estelionato, crime contra a economia popular, além de lavagem de dinheiro que, de acordo com os policiais, pode ter movimentado mais de R$ 500 milhões, o que seria uma das maiores fraudes financeiras do país.

“Consideramos um dos maiores esquemas fraudulentos do Brasil, que era chefiado por um médico aqui da cidade. Várias vítimas procuraram essas unidades e noticiaram sucessivos casos se apresentando supostos de golpes de estelionato e emissões de cheques sem provisões de fundo”, disse Carlos Alessandro.
O inquérito sobre o esquema tramita em sigilo e a Polícia Civil estuda a adoção de outras medidas nas próximas fases da investigação.

“Durante a investigação há outros indícios de possível associação criminosa, pessoas que captariam os investidores, crimes de lavagem de dinheiro, crimes tributários.

Talvez a movimentação daquelas contas não condizem com o patrimônio que ele [Abdon] declara para a Receita Federal.

Essas certezas desses crimes só poderão ser obtidas nas próximas fazes da operação”, declarou Jânio Pacheco, delegado de Defraudações.

G1

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